A electricidade, no mundo moderno, ocupa um lugar cimeiro na vida da sociedade (saúde, segurança, iluminação, força-motriz, climatização, conservação dos alimentos, transportes ferroviário, rodoviário e aéreo, abastecimento e tratamento da água potável e residual, etc.).

Embora seja considerada uma energia limpa, a sua produção ainda tem origem, parcialmente, em fontes não renováveis (carvão, gás natural, urânio, etc.), actividade que causa efeitos nocivos para o planeta tanto a nível global, como local (esgotamento dos recursos, libertação de gases nocivos, consumo e contaminação das águas, ocupação do território, alterações climáticas, impacto visual, interferência com a flora e fauna autóctone, etc.).

Para atenuar os efeitos, atrás referidos, as tecnologias actuais de produção de energia eléctrica têm vindo a ser constantemente optimizadas, visando eliminar ou, no mínimo, reduzir os efeitos nocivos. Assim, recorre-se a duas tecnologias:

– Por recurso a energias primárias renováveis (hídrica, eólica, solar, etc.), que embora não produzam tantos efeitos nocivos como as fontes não renováveis, apresentam ainda assim alguns impactes ambientais – como sendo alterações paisagísticas, interferência com a flora e fauna autóctone, poluição sonora (eólica), erosão dos solos (hídrica), entre outros consoante cada tecnologia;

– Por recurso a tecnologias que, em termos de eficácia na redução de contaminantes, conduz à utilização de combustíveis de alto poder energético gerando um reduzido impacto ambiental (nuclear, carvão, gás natural, etc.), ou na utilização de matérias-primas que, de modo contrário, não seriam aproveitados (biomassa, resíduos urbanos e/ou industriais, etc.).

Porém, como qualquer outra acção humana, as actividades necessárias para produzir, transportar e distribuir a eletricidade dão lugar a determinados efeitos sobre o meio ambiente que se medem, controlam e se tentam minimizar, mediante a adopção de medidas preventivas e correctivas.

A produção de energia eléctrica, com origem em recursos naturais não renováveis, (principalmente combustíveis fósseis e urânio) conduz a:

– Emissões para a atmosfera que geram, de forma directa e indirecta, um conjunto de impactos tanto a nível global como local;

– Consumos de água (preocupante por ser um bem escasso e essencial à humanidade);

– Geração de resíduos convencionais (cinzas, etc.) ou nucleares (resíduos radioactivos).

O transporte e a distribuição da energia eléctrica (subestações, corredores para as linhas de transporte e distribuição de energia, postos de transformação, etc.) têm efeitos nocivos, tanto ao nível económico como de impacto visual que, em alguns casos, assumem valor relevante.

Para mais informações relativas a este tema, recomendamos a consulta do Estudo sobre o Sector Eléctrico e Ambiente – 1º Relatório, do qual destacamos a tabela Síntese dos Impactes Ambientais do Sector Eléctrico, bem como a tabela da Avaliação dos mesmos e que pode ser consultada AQUI.